quarta-feira, 26 de setembro de 2018
A necessidade da distorção
Gosto de me sentar perto dos edifícios que desenho. Gosto de os sentir, de os cheirar e de ver a textura das suas paredes. Gosto de os ver de perto. Mas também gosto de os desenhar completos no papel. Para o fazer tenho de mudar de pontos de vista, ou seja, tenho de rodar a cabeça. Se não o fizesse o meu desenho focar-se-ia num detalhe. Esta perspetiva deformada (não gosto de lhe chamar "olho de peixe" para não ficar preso às regras da perspetiva) resulta dessta minha necessidade em desenhar um edificio no seu todo e nos seus detalhes simultaneamente. No fundo desenho o que vejo de vários pontos. São vários olhares que se unem pela linha.
segunda-feira, 13 de agosto de 2018
Fazer renascer este blogue
É muito fácil criar um blogue. Mas é muito complicado mantê-lo. Ele tem de ser alimentado. Se isso não acontecer deixa de fazer sentido. Mas para ser alimentado temos de definir bem qual o seu objetivo. Quando criei o blogue tive como opbjetivo publicar os meus desenhos. Este objetivo é válido mas vago. E entre publicações no instangram, facebook e blogue dos USK Portugal este foi ficando abandonado. Tinha de decidir o que fazer com ele. Abandonar de vez as publicações aqui ou salvá-lo. Mas para o salvar era preciso definir bem o que pretendia fazer com ele. E foi aqui que entrou a alteração do título para "Crokeed and Skewed". Encaro o desenho como um tema infinito de estudo que me acompanhará toda a vida. Interresso-me em particular pelas distorções e perspetivas invulgares. Em resumo desenhos tortos. Aqui vou partilhar convosco as minhas descobertas. as minhas interrogações e a minha forma de abordar o desenho.
Este desenho em particular foi feito no último dia do Simpósio Internacional USK Porto 2018 e tem duas caraterísticas que me dão muito prazer fazer:
1ª - Distorção - Que resulta de estar a desenhar muito perto. Isso obriga-me a rodar o ponto de vista e a olhar para o alto para poder ver do rés-do-chão à ponta do edifício.
2º Perspetivas impossíveis - Na realidade este desenho é feito em dois locais diferentes. O lado direito da página dista do lado esquerdo da página uns 50 metros. Mas quando fiz os desenhos fi-los com a intenção de parecer um só.
Proximamente irei explicar melhor como faço isso.
Este desenho em particular foi feito no último dia do Simpósio Internacional USK Porto 2018 e tem duas caraterísticas que me dão muito prazer fazer:
1ª - Distorção - Que resulta de estar a desenhar muito perto. Isso obriga-me a rodar o ponto de vista e a olhar para o alto para poder ver do rés-do-chão à ponta do edifício.
2º Perspetivas impossíveis - Na realidade este desenho é feito em dois locais diferentes. O lado direito da página dista do lado esquerdo da página uns 50 metros. Mas quando fiz os desenhos fi-los com a intenção de parecer um só.
Proximamente irei explicar melhor como faço isso.
segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
segunda-feira, 8 de janeiro de 2018
terça-feira, 19 de dezembro de 2017
domingo, 30 de julho de 2017
quinta-feira, 1 de junho de 2017
São Julião
São Julião fica na zona sul da Ericeira. É a minha praia favorita para ir a banhos. Gosto desta época em que ainda há pouca gente para poder contemplar a paisagem e ouvir o seu som.
Praia do Matadouro
A Praia do matadouro fica na zona Norte da Ericeira. Não mas areia mas Laje o que torna o sítio muito bom para o surf.
sábado, 27 de maio de 2017
Desenhar ao som da música
Como costumo dizer desenho com os cinco sentidos. Enquanto o desenho acontece vou absorvendo o que me rodeia. Aqui estava num concerto de Órgãos na Basílica do Palácio Nacional de Mafra. A visão do espaço e o som daqueles 6 órgãos foram bastante inspiradores.
sábado, 15 de abril de 2017
Restaurante Estrela da Sé
No dia 13 eu e a Inês tivemos o privilégio de conhecer o Restaurante estrela da Sé. Toda a história daquela tarde AQUI
quarta-feira, 15 de março de 2017
Desenhar, uma forma de meditação
Quando quero viajar comigo faço desenhos lentos e minuciosos que me levam para outros lugares sem tempo e sem espaço.
Encontrei este vídeo da Koosje Koene uma desenhadora que costumo acompanhar pelas excelentes propostas de exercícios que apresenta:
E fiz o exercício que está aqui:
Encontrei este vídeo da Koosje Koene uma desenhadora que costumo acompanhar pelas excelentes propostas de exercícios que apresenta:
E fiz o exercício que está aqui:

Cortei uma couve que tinha em casa e fiz um desenho demorado. Aconselho-o a todos. è uma excelente forma de nos desligarmos do mundo por um pouco. Conseguimos encontrar tantas coisas no meio das linhas.
quarta-feira, 1 de março de 2017
O Carnaval de Torres Vedras 2017
I – A percepção da loucura
Foi a primeira vez que fui ao Carnaval de Torres Vedras. Não sabia muito bem o que esperar. esperava tudo e não esperava nada. Ia desenhar.Chegámos cedo ao Largo Junto à igreja de são Pedro. Estava tudo muito calmo. Alguns foliões descansavam. Provavelmente estavam apenas a recuperar forças para o que viria a seguir. Sentados na esplanada surgiu o primeiro desenho.
A malta foi chegando e por volta das 15 horas, já com a pulseira que nos daria acesso ao desfile seguimos para a entrada. O som era bastante audível. Estávamos perto da festa.
Entramos a na rua principal e foi a loucura. Foliões por todo o lado, o desfile a passar, cabeçudos, matrafonas, músicos, carros alegóricos e muita cor. Todos os desenhadores devem ter colocado a mesma questão que eu. “como é que vou desenhar isto?”. Foi difícil chegar ao corso. Os primeiros desenhos foram feitos a medo num estado de latência e estupefacção. Foram saindo desenhos avulso.
As personagens tinham chão. estavam situadas e o ambiente de festa parecia começar a ficar registado mas continuava a sentir que estava a faltar qualquer coisa. Não chegava ver o corso passar.
O que fazer então?
Foi a primeira vez que fui ao Carnaval de Torres Vedras. Não sabia muito bem o que esperar. esperava tudo e não esperava nada. Ia desenhar.Chegámos cedo ao Largo Junto à igreja de são Pedro. Estava tudo muito calmo. Alguns foliões descansavam. Provavelmente estavam apenas a recuperar forças para o que viria a seguir. Sentados na esplanada surgiu o primeiro desenho.
A malta foi chegando e por volta das 15 horas, já com a pulseira que nos daria acesso ao desfile seguimos para a entrada. O som era bastante audível. Estávamos perto da festa.
Entramos a na rua principal e foi a loucura. Foliões por todo o lado, o desfile a passar, cabeçudos, matrafonas, músicos, carros alegóricos e muita cor. Todos os desenhadores devem ter colocado a mesma questão que eu. “como é que vou desenhar isto?”. Foi difícil chegar ao corso. Os primeiros desenhos foram feitos a medo num estado de latência e estupefacção. Foram saindo desenhos avulso.
As personagens tinham chão. estavam situadas e o ambiente de festa parecia começar a ficar registado mas continuava a sentir que estava a faltar qualquer coisa. Não chegava ver o corso passar.
O que fazer então?
II – Entrar no interior da loucura
O Corso continuava a passar. Precisava de estar dentro do acontecimento. Lembrei-me que o Pedro e Bruno nos tinham dito que podíamos subir para um carro alegórico. O problema era chegar lá. Por fora era impossível furar o cordão humano. Decidi ir pelo interior do desfile. Dentro do corso a alegria era contagiante. Comecei a desenhar tudo em meu redor. E para acompanhar o corso enquanto desenhava comecei a caminhar para trás à mesma velocidade dos foliões. Foi a técnica perfeita.
Estava a adorar estar no meio da pessoas. Desisti de subir para o carro alegórico. Estava no sítio certo, no meio da loucura. Desenhei as pessoas que passavam por mim mas também o carro alegórico que se aproximava.
Uma Matrafona (eu) a desenhar no meio do corso começou a dar nas vistas. As pessoas começaram a falar comigo e a pedir-me para as desenhar. Aqui vai um retrato do Mário e da Maria. A certa altura senti que o corso tinha abrandado só para eu ter mais tempo para desenhar. Vou acreditar nisso como sendo certo.
O Corso continuava a passar. Precisava de estar dentro do acontecimento. Lembrei-me que o Pedro e Bruno nos tinham dito que podíamos subir para um carro alegórico. O problema era chegar lá. Por fora era impossível furar o cordão humano. Decidi ir pelo interior do desfile. Dentro do corso a alegria era contagiante. Comecei a desenhar tudo em meu redor. E para acompanhar o corso enquanto desenhava comecei a caminhar para trás à mesma velocidade dos foliões. Foi a técnica perfeita.
Estava a adorar estar no meio da pessoas. Desisti de subir para o carro alegórico. Estava no sítio certo, no meio da loucura. Desenhei as pessoas que passavam por mim mas também o carro alegórico que se aproximava.
Uma Matrafona (eu) a desenhar no meio do corso começou a dar nas vistas. As pessoas começaram a falar comigo e a pedir-me para as desenhar. Aqui vai um retrato do Mário e da Maria. A certa altura senti que o corso tinha abrandado só para eu ter mais tempo para desenhar. Vou acreditar nisso como sendo certo.
Dentro do corso senti-me invadido pelo espírito de Carnaval. Desenhei, dancei e fiz amigos. Tirámos fotografias juntos. Encontrei o Wally (EH , EH). Os foliões desenhados apoderaram-se do meu caderno e escreveram mensagens nele.
Conheci a Ângela a amiga da Merkel. Comi chouriço assado oferecido por um grupo de foliões.
E conheci o Carlos que quis assinar o desenho porque assim ele vale mais. Afinal de contas foi a primeira Matrafona a ser entrevistada na TV.
Ainda hoje oiço a festa no ar. Olho para cada desenho e viajo para lá. Não se vai a Torres Vedras assistir ao Carnaval. Em Torres Vedras vai-se VIVER O CARNAVAL. É uma experiência humana formidável porque apesar de existir uma organização forte para que tudo corra bem, continua a existir a espontaneidade de quem vive a festa como se o mundo fosse terminar amanhã.
Até para o Ano!
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
Aceitam-se encomendas
Aceitam-se encomendas para reproduções de desenhos dos meus diários gráficos. São reproduções de alta qualidade em papel de 300 gramas.
Também faço desenhos a pedido
Preços através de
procopiodrawing@gmail.com
966443996
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
sábado, 12 de novembro de 2016
quinta-feira, 10 de novembro de 2016
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
Desenho a tua rua
Desenho de uma casa em três partes: Desenho das duas fachadas laterais e desenho da casa numa perspectiva inversa.
Aceitam-se encomendas para trabalhos semelhantes.
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